Review: Super 8

Dá pra começar dizendo que não sei dizer se é o novo Goonies ou não, porque nunca vi Goonies... *SHIELDS ON* Talvez eu tenha nascido no limbo exato para que nunca tivesse a chance de sapear por eles na TV. Vai saber!?

Mas posso afirmar que não é o novo ET. Esse eu vi! XD Ao menos não da maneira que dizem, como quando falam que Avatar (do Cameron) é o novo Pocahontas. O que, por sinal, discordo, mas isso é conversa pra outro review... Esse é o novo filme do J.J. Abrams e produzido por Spielberg (O RLY?), e todos nós que tivemos nossa infância ou adolescência com ET, Jurassic Park, Homens de Preto, etc, sabemos o que isso pode significar.

Muito provavelmente veremos esse garotinho, o Joel Courtney, despontando daqui uns anos, como aconteceu com a Drew Barrymore, aquela garotinha annoying do ET. Minha cabeça explodiu quando conectei essa atriz àquela personagem, há algum tempo atrás.

Super 8 é um filme que DEVE ser visto. Acho que chega a ser dispensável dizer que é muito mais do que um filme de monstro escondido - e provavelmente passa longe de ser isso, apesar de parecer, principalmente nas cenas da metade do filme.

É uma história de família, pais, filhos, amizade e infância. É sobre a esperança que antigamente as crianças tinham, que cada dia mais se perde com a prematuridade das fazes da vida, com cobranças e valores adultos - estes, cada vez mais cedo inseridos, em grande parte pela mídia.

É um filme para ser visto com aqueles olhos que a gente tinha quando achava Changeman e Cybercops algo muito bem feito, absolutamente incrível e que só de repetir os movimentos podia-se repetir os ataques especiais dos heróis. O mesmo sentimento de quando se via Dragon Ball e tentávamos ajudar o Goku com o nosso Ki. Ou enviar o nosso cosmo para o Seiya levantar mais uma vez, o que, cá entre nós, me pergunto: se a gente nunca tivesse ajudado, será que aquele filho da mãe teria levantado? Argh!

Esse filme é um lembrete para os adultos e uma aula para os mais novos. Não podemos deixar a nossa criança interior crescer e isso não significa ser imaturo para o resto da vida, não ter responsabilidades ou não saber o que é certo ou errado.

Quer dizer que não podemos deixar de ter esperança, não podemos ficar mais acomodados do que já estamos, sem a curiosidade que nos fazia experimentar coisas, buscar sensações, ter sonhos e acreditar que eles podiam se realizar. E MAIS: Fazer! Arriscar! Mesmo que você caia e esfole o joelho como quando andou de bicicleta, roller ou skate da primeira vez, principalmente porque hoje dá pra levantar e aplicar mertiolate sozinho, sem chorar!

Enfim, possivelmente não é Goonies e certamente não é o novo ET, mas é sim um novo clássico. Eu não sou júri técnico, muito longe disso. E hoje os sabres de luz não são sobre câmeras, cortes, música tema, qualidade do 3D, etc.

Trailer:

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Hoje os sabres de luz são sobre o lado luminoso da força, sobre valores que nunca deveríamos esquecer, sobre olhares que nunca deveríamos perder. Sobre ser criança e sonhar, ter esperança, que as coisas podem mudar. Basta a gente fazer ou, pelo menos, tentar de verdade!

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