Review: Sucker Punch – Mundo Surreal

Ontem, voltei do cinema com a cabeça fervendo de ideias, comparativos, comentários, impressões: acabara de assistir Sucker Punch – Mundo Surreal.

Nunca tinha ouvido falar desse filme, mesmo com tantas listas de "mais esperados" que saíram por ai, o nome sempre passou desapercebido, até que li o comentário do @EdLago e procurei cartazes, noticias e trailers. Foi um tipo de paixão a primeira vista. Hoje posso dizer que não sinto que minha atenção foi em vão.

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Sucker Punch, que recebeu no Brasil o complemento – Mundo Surreal  – nos apresenta a Baby Doll (Emily Browning), jovem internada por seu padrasto em um manicômio, fachada para um misto de cabaré e teatro,  e está prestes a ser lobotomizada. É dentro do prazo de cinco dias, enquanto espera o seu carrasco, que a protagonista usa sua mente para suportar a dura realidade e com ela traçar um plano de fuga: encontrar cinco itens "mágicos" que juntos lhe darão o poder sobre a sua liberdade. É com a ajuda das suas colegas de confinamento Rocket (Jena Malone), Amber (Jamie Chung), Sweet Pea (Abbie Cornish) e Blondie (Vanessa Hudgens), que ela vai travar batalhas surreais tanto no real quanto no imaginário.

Fiquei admirada com o prólogo, onde quase sem nenhuma fala e emoldurado por uma canção quase que declamada (Sweet Dreams) são revelados os fatos que levam BabyDoll ao sanatório e entendemos porque a lobotomia entra no seu destino.

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Mais um ponto forte é o roteiro totalmente original e não mais uma adaptação de alguma HQ ou remake de algum classicão. É incrível a quantidade de referências a outros filmes que você pode encontrar:  HellBoy, Senhor dos Anéis, Eu – robô. E mais incrível ainda, é a quantidade de surrealismo nas cenas de ação, que misturam robôs, dragões, samurais com metralhadoras, aviões, cidades futuristas, templos xintoístas, ruinas, entre tantos outros, numa miscelânea louca e que consegue te deixar com a bunda colada na cadeira.

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Diferente do que li em outras criticas, não achei o roteiro raso. Em alguns momentos, sim, os combates podem parecer repetitivos, mas a experiência visual (pra quem curte) compensa bastante.

Alternando entre, as já famosas, câmeras lentas  e cenas de combates rápidos e eletrizantes o filme não peca por falta de velocidade. Tudo ocorre no seu ritmo, com cada música preparada sobre medida e inserida nas cenas com maestria (a trilha sonora merece um post àparte).

O final, aparentemente, não é tão fácil assim de ser digerido. Muitos podem falar que acharam tudo sem nexo e que não entenderam a proposta, para esses recomendo mais uma olhada no filme.

Sucker Punch – Mundo Surreal encanta, não por grandes atuações dramáticas, mas principalmente pela mensagem, madura, profunda e paradoxalmente realista.

Na minha avaliação, tem quatro sabres de recomendação.

o filme é bacana! vale a pena :)

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