Review: Planeta dos Macacos - A Origem

Inconseqüência irracional, egoísmo instintivo, raiva e agressividade desmedidas. Não estou falando dos macacos. Planeta dos Macacos - a Origem, é um chute na porta e tapa na cara da humanidade. Se depois de ver você não sentir um pouquinho de vergonha de si mesmo só por ser humano, desculpa a sinceridade, mas você deve ter algum desvio de caráter. #PRONTOFALEI.

Ver esse filme é como testemunhar um crime que fere a maioria dos parágrafos dos Direitos Humanos e não poder fazer nada. Me perguntaram se para ver ele, tinha que ter visto aquele outro filme, Planeta dos Macacos, de 2001, e certamente que não! Filmes de “origem” que você precisa ter visto os anteriores para entender são uma cilada, né Bino?

Claro, que se você algum dia viu a série animada de 1975, o filme de 2001 ou a quintologia de 1968 até 1973, vai apontar e pensar (não querem ser inconvenientes gritando no cinema, né? LOL): PATA-CA-PARÉU! As ligações, da forma que foram feitas, entre fatos, nomes e personagens da franquia são muito massa!

Mas se não viu, não tem problema, corre lá pra ver o filme de qualquer jeito! Até porque, certo que você vai querer, no mínimo, ver um episódio da série clássica em seguida, e mesmo que não queira, eu recomendo. Sua cabeça vai explodir em sinapse quando se der conta de quem virou o que e vice-versa.

Trailer do filme:

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Mas voltando pro que eu disse sobre sermos a testemunha e não podermos fazer nada... Podemos sim! Podemos por a mão na consciência e se perguntar quantas vezes tratamos outras pessoas como os macacos do filme. Quando achamos que precisamos nos impor de alguma forma e acabamos humilhando outros, ou sendo agressivos só porque não conhecemos, não entendemos ou não aceitamos o outro, sem nem darmos essas chances. As vezes, parece muito mais fácil bater e depois perguntar. Mas tá na hora de usarmos aquilo que, a princípio, nos diferencia e nos faz melhores que “macacos” ou qualquer animal, a CONSCIÊNCIA!

Não estamos acostumados com isso. Acordamos, comemos, trabalhamos, estudamos, falamos, falamos, falamos, fazemos, falamos, dormimos. E assim novamente. É uma roda de vícios de hábitos ruins que não cessa, automática e destrutiva, para nós mesmos e para os outros. Pra mudar, não é só querer. É querer E fazer!

Uma sabre de luz no estômago, um na consciência e mais dois porque é um filme foda pra caralho!

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