Review: Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas

Gosto de 3D. Sempre que posso vou assistir alguma animação no cinema. Já parei em porta de loja pra ficar namorando as televisões gigantes e até já comprei a tal Playboy da Larissa Riquelme (que de 3D só tinha o nome mesmo), pra chegar a conclusão de que esse formato só rende 100% no cinema mesmo (ao menos até agora).

Minha primeira experiência com o 3D não foi lá muito legal. Fui assistir O Último Mestre do Ar e não vi muita diferença do 2D, além de que tive que usar aqueles óculos bizarros onde cada olho tinha uma cor de papel celofane (TRISTE). Desde então resolvi que filmes em 3D só puramente digital (animações, no caso).

Qual não foi minha surpresa então quando, por insistência de uma amiga, me vi assistindo Piratas do Caribe 4 (e curtindo).

Com um óculos diferente (e que nem de longe lembram o de papel celofane) a sessão começou com trailers de Kung Fu Panda 2 e Transformers: O Lado Oculto da Lua, de cara percebi a diferença: NOSSA! PARECE MESMO QUE ESTÁ SAINDO DA TELA.

Vamos ao reviewPiratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas é o 4ª filme da franquia superlucrativa levada adiante pelo produtor Jerry Bruckheimer. Nessa nova vertente da história surge uma gama de novos personagens — com destaque para Penélope Cruz (como Angelica) e Ian McShane (como o lendário Barba Negra) — além de personagens antigos e sem os quais essa edição não teria graça. Johnny Depp (mais uma vez como o Capitão Jack Sparrow *MUSO*), Geoffrey Rush (como Barbossa *esse é o cara*), Kevin McNally (como o marujo Gibbs), Keith Richards (como Pai do Jack) e (numa participação especial) "Jack, the monkey".

A história não tem muita graça. Personagens demais, 'reviravoltas' demais, todos buscando a tal Fonte da Juventude, alguns nem sabemos o porque e quando descobrimos vemos que não era por um GRANDE motivo.

Algumas coisas não são explicadas e existem pelo simples fato de existir. Isso tira muita graça do enredo. Não acredito que a historia tenha que vir mastigada mas acredito que algumas cenas de ação a menos e um empenho na ação verbal não teriam prejudicado.

O filme se apóia, como nunca, na já premissa Jack Sparrow (rumo ao desgaste, convenhamos). Nessa edição ele faz de tudo um pouco, mas, pessoalmente, achei que perdeu o ar de mistério que envolvia o personagem nos primeiros três filmes. Agora Sparrow é previsível, até nas piadas. Dá lição de moral e está bem repetitivo.

Penélope Cruz  bem apagada e dando a impressão que estava ali só pra cumprir uma 'cota de mulheres gatas em filmes de pirata'. Ian McShane faz um bom vilão. Durante muitas cenas só conseguia olhar o Geoffrey Rush e pensar: seboso (em relação a aparêcia mesmo). Kevin McNally Keith Richards em 'participações' que considero pontas.

Pontos fortes: trilha sonora e o 3D. Fiquei um tempo matutando porque a diferença gritante entre um 3D de 2010 e um de 2011. Descobri que o filme foi especialmente rodado nesse formato (com pequenas conversões) e não totalmente convertido, como a maioria dos filmes não-animação. Então fica a dica: procure saber se o filme é 'original' antes de pagar mais caro.

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Sinopse oficial: O capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) vai até Londres para resgatar Gibbs (Kevin McNally), integrante de sua tripulação no Pérola Negra. Lá ele descobre que alguém está usando seu nome para conseguir marujos em uma viagem rumo à Fonte da Juventude. Sparrow investiga e logo percebe que Angelica (Penélope Cruz), um antigo caso que balançou seu coração, é a responsável pela farsa. Ela é filha do lendário pirata Barba Negra (Ian McShane), que está com os dias contados. Desta forma, Angelica quer encontrar a Fonte da Juventude para que seu pai tenha mais alguns anos de vida. No encalço deles está o capitão Barbossa (Geoffrey Rush), que agora trabalha para o império britânico.

Como um filme 2D ganharia menos, mas pelo apuro e cuidado com o 3D vale 3 sabres de luz.

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