Review: Pânico 4

Há alguns anos surgia o filme que foi considerado o expoente de uma nova geração de  "slasher movies moderninhos e com conteúdo". Pânico (1996) apresentava adolescentes comuns em uma cidade comum, vivendo uma vida comum e que de repente assistiram tudo virar de cabeça para baixo graças a um maluco com máscara de fantasma e uma faca bem afiada. [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=53cQs6kjOPA] Pânico 4, chegou aos cinemas brasileiros na ultima sexta-feira (15), na onda de seus predecessores: limpando o lado trash e inserindo o universo do cinema de terror, dentro de um filme de terror, usando e abusando da metalinguagem cinematográfica. O prólogo, carro-chefe nos outros volumes,  ficou bem no estilo “Matrix” (desafiando a realidade). Os sustos, típicos dos filmes de terror, voltaram com todo gás e de maneira inovadora, aliando-se de maneira bem criativa aos clássicos clichês (Hello, Sidney). Falando em clássicos, a dupla David Arquette (como o manco Dewey Riley  – provavelmente curado por algum milagre da medicina) e Courteney Cox (como  Gale Weathers-Riley – a eterna Mônica, super trabalhada no botox), além da estrela Neve Campbell  (como Sidney Prescott – um pouco velha, mas ainda guerreira! Run Sidney, RUN!)  dão o tom correto ao quesito continuidade. Uma das peças chaves para conquistar a nova geração é o uso das novas tecnologia (e tome iPpods e webcams) junto com  sequências de pancadaria de tirar o fôlego (de medo e gargalhadas). O humor vem com tudo nessa sequência, desafio o público a não rir em algumas cenas sanguinolentas e, supostamente, aterrorizantes. A franquia Pânico, quinze anos depois, mostra que ainda mantém elementos do filme-mãe: os sustos, as facadas e o sangue jorrando, os atores originais, as vitimas que não lutam, tudo isso recheado com pitadas de diálogos no estilo Dawson's Creek e humor geek do bons. Na minha avaliação, ganha quatro sabres de recomendação.
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