Review: MIB – Homens de Preto 3

Passaram-se dez anos desde a última vez que os homens de Preto salvaram o mundo. Agora, em 2012, os agentes “J” (Will Smith) e “K” (Tommy Lee Jones/Josh Brolin) estão de volta para livrar o planeta de mais uma terrível ameaça alienígena.

MIB – Homens de Preto 3 (Men in Black 3, EUA, 2012) estreou com sucesso nos Estados Unidos desbancando os, até então imbatíveis, Vingadores. Não que MIB 3 seja um filme melhor (bem longe disso), mas talvez pelo fato que os super heróis da Marvel (e desde 2009, também da Disney), já tenham ficado tempo demais no posto de rei da cocada preta. E por falar em rei, o reinado dos nossos amigos engravatados caçadores de extraterrestres não durou muito. No último fim de semana a comédia/aventura de Barry Sonnenfeld (A Família Addams) caiu para a segunda posição, perdendo o lugar para Branca de Neve e o Caçador.

Mas vamos ao que viemos. Men In Black 3 nos leva mais uma vez a acompanhar o dia-a-dia alucinante da organização ultra secreta MIB. Para os mais jovens e perdidos, a MIB é uma agência especializada em assuntos intergalácticos, tais como invasões de insetos gigantes vindos de outros sistemas, entrada e saída de “E.T.s” em nosso planeta e coisas de gênero. Dessa vez o vilão é Boris, o animal (na verdade é só Boris), interpretado pelo ator Jemaine Clement (Rio). Boris é o último de uma de a raça de alienígenas extremamente perigosos que destruía todos os planetas que estivesse em seu caminho. No ano de 1969, em um confronto direto com o agente “K”, Boris teve um dos braços decepado e acabou sendo capturado e mandado para uma penitenciária de segurança máxima na Lua. Quarenta anos depois o carinha consegue fugir e vai em busca de vingança.

O plano de Boris é o seguinte: viajar no tempo e matar “K” antes que ele o prenda. Simples assim! Bom, ele consegue e com o “K” do passado morto, o “K” do presente deixa de existir. Óbvio, né? Mais ou menos. Mesmo “K” não existindo e assim nunca tendo recrutado “J” para MIB, o carinha tá lá com o seu paletó preto e pra fu... (ops!) piorar ainda mais, “J” Lembra do parceiro (ele é o único que lembra do “K” do presente) e resolve viajar no tempo para evitar que o amigo seja assassinado. Simples assim!

Em 1969 (cheio de referências inteligentes, porém clichês, como Os Panteras Negras e Andy Warhol) “J” conhece o “K” do passado, mas que no momento é o “K” do presente (confuso?), interpretado por Josh Brolin (Onde os Fracos Não Tem Vez), num papel que lhe caiu muito bem. Ele realmente convence como o jovem “K”. E é a partir daí que o filme realmente começa.

O problema de uma sequência depois de dez anos é que certas fórmulas não funcionam mais tão bem como antes, e que certas piadas que nos pareciam tão inteligentes no passado hoje soam bobas, quando não sem graça. Em MIB 3, as coisas acontecem rápido e sem a devida explicação (talvez seja melhor assim). Alguns personagens deveriam ser (re)apresentados para as novas gerações, como as “minhocas”, por exemplo, mas não foram.

Brolin e Smith cumprem bem os seus papéis. Apesar de tudo ainda conseguimos rir das caras e bocas do agente “J”, porém, em contra partida, Tommy Lee Jones passa despercebido. Os alienígenas que figuram nas instalações da MIB chamam muito mais atenção do que Jones. Infelizmente, uma pena!

Os efeitos são legais.Às vezes bizarros, às vezes cômicos, às vezes discretos. Mas tudo na medida certinha, sem os exageros comuns das mega produções dos dias de hoje. MIB – Homens de Preto 3 não é um filme ruim (é bonzinho), mas sofre claramente os efeitos do tempo.

Trailer do filme:

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Homens de Preto 3 faturou 70 milhões de dólares no seu primeiro fim de semana na America do Norte. Nada mau para um filme que não traz nada de novo.

3 sabres de luz de recomendação:

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