Review: Infinity Blade (iOS)

O que é bom: - Os melhores gráficos já vistos na plataforma. - Os controles são bastante inovadores e trazem diversão ao jogo. - A produção de efeitos sonoros e trilhas foi muito bem feita.

O que é ruim: - A curva de aprendizado é estranha e, talvez, inadequeada.

Infinity Blade é o primeiro jogo lançado para iPhone que utiliza a Unreal Engine. Custa $ 5.99, e apresenta gráficos impressionantes, mas será que vale o preço?

O jogo foi produzido pela Epic Games, a mesma de Gears of Wars e desenvolvido pelo pessoal da Chair Entertainment, que de forma sábia liberou, antes do lançamento do jogo, um demo, Epic Citadel, que demonstra o poder de uma engine robusta dentro do aparelho da Apple.

Review: Infinity Blade (iOS)

O jogo é um RPG de ação e está disponível para iPhone 4, iPhone 3GS, iPad e iPod Touch de terceira e quarta geração. O objetivo é lutar com monstros que ficam cada vez mais espertos e mais fortes até que finalmente você consiga derrotar o todo poderoso God King (Rei Deus). A cada batalha você ganha experiência, dinheiro e, algumas vezes, equipamentos. A experiência ganha pode ser usada para evoluir os quatro atributos principais do seu personagem: vitalidade, ataque, escudo e magia.

A movimentação foi muito bem resolvida: passando o dedo na tela você faz seu personagem atingir a espada na direção do toque. Além disso, você pode desviar dos ataques dos inimigos, pressionando os botões virtuais criados nas laterais do aparelho ou bloqueá-los, segurando o escudo na parte central inferior da tela. Você pode, ainda, bloquear os ataques com sua espada (Parry), bastando mover seu dedo na direção contrária do golpe do seu inimigo no momento certo.

O jogo é bastante focado no timing das ações: você pode ser atingido se segurar seu escudo com milésimos de atraso ou tentar bloquear o ataque com sua espada com leve diferença de direção em relação à espada do seu inimigo. Isso faz com que a curva de aprendizado não seja linear. Como o escudo não dura para sempre (ele pode sofrer uma quantidade fixa de golpes em cada batalha, de acordo com o modelo do mesmo), você será obrigado a aprender a desviar (dodge) e bloquear com a espada (parry).

Outro ponto bastante interessante são os ataques que deixam os inimigos "tontos". Se você for bem sucedido em atingir seu inimigo algumas vezes seguidas, ou rápido o bastante para clicar nos pontos que ativam combos (eles surgem algumas vezes após você bloquear um ataque) o seu inimigo fica tonto, permitindo que você realize vários golpes sem risco de se machucar.

As magias também são bastante interessantes e se baseiam em alguns elementos: energia, gelo e fogo. Elas podem ser ativadas durante as batalhas com movimentos específicos do seu dedo na tela. Elas podem ser usadas mesmo durante um ataque de seu inimigo, possibilitando o uso de estratégias praticamente inesgotáveis para vencer cada desafio.

Mas nem tudo são flores. Você ficará frustrado pois os ângulos de câmera, as vezes mal escolhidos, podem impedir que você identifique a direção de um ataque, fazendo com que você erre seu bloqueio. Outras vezes, os ataques super poderosos dos inimigos não parecem tão poderosos assim. Talvez tenha faltado um pouco de atenção na pós produção do jogo (ou esgotado o poder computacional dos aparelhos).

Os inimigos variados e as câmeras bastante aproximadas na ação trazem um sentimento de imersão comparável às plataformas tradicionais. Apesar da fórmula simples: mate um inimigo, vá para a próxima área, repita, o jogo não enjoa fácil. As cutscenes dão idéia da dimensão do cenário e trazem a possibilidade de coletar itens: dinheiro e vida.

O dinheiro coletado pode ser utilizado para comprar itens cada vez mais poderosos (como a Infinity Blade, que custa 514900 gold coins). Seguindo a linha da micro transações a Epic embutiu no jogo a possibilidade de comprar moedas por dinheiro real: um saco de dinheiro, com 25000 moedas, custa $ 0.99 na App Store).

Uma escolha que não acho ter sido boa é o fato de que você não pode andar livremente pelo cenário. Mas, por já ter desenvolvido jogos para a plataforma, acredito que a decisão se baseou em limitações técnicas.

Um ponto que resolveu bastante o jogo é que, você chega no último chefe (God King) e, se ainda não é capaz de derrotá-lo, é morto. Seu filho surge (com todos os itens, experiência e dinheiro que você tinha) para vingá-lo. O jogo repete esse ciclo até que o grande rei maligno seja derrotado. Quando isso acontece, ele ressurge ainda mais poderoso. Cada um dos ciclos é chamado de bloodline, ou linhagem em português, por motivos mais que óbvios.

Trailer do jogo:

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Como mencionei anteriormente, os efeitos sonoros foram muito bem planejados: ambiências, gritos guturais e outros efeitos diversos populam o cenário. A trilha sonora dá um tom dramático às cutscenes e às batalhas.

O jogo é, com certeza, um grande avanço técnico para a plataforma, mas não traz o fator fun que vemos em jogos como Cut the Rope ou Angry Birds. O custo de $ 5.99, vale ressaltar, é bastante baixo, levando em conta a qualidade do jogo.

Por isso Infinity Blade ganha 4 Steve Jobs de recomendação.

4 steve empregos de recomendação!

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