Leio, logo existo: A Menina que Roubava Livros

Leio, logo existo: A Menina que Roubava Livros

Oi, gentes! Eu sou Aline Pessoa e esse é meu primeiro post no deixadenerdice. Pra começar, fiquei muito feliz pelo espaço no blog (obrigada mais uma vez, Ed :*), e mais feliz ainda pelo tema que vou abordar:

Sou do tipo de pessoa que prefere livro à gente. Não sei se isso é ruim ou bom, é apenas uma constatação. Eu adoro ler. Livros, revistas, jornais, bulas de remédio, legenda. Enfim, se está escrito, eu estou lendo. Não me considero uma pessoa capacitada a fazer críticas literárias (até porque não foi isso que eu estudei), então considere este post apenas como uma humilde opinião desta compulsiva por leitura que aqui vos fala.

Escolhi começar minha vida no deixadenerdice falando sobre o livro A Menina Que Roubava Livros, por ser meu romance preferido (tão preferido que pretendo tatuar uma frase dele algum dia), e como eu sinto tanto carinho por ele, leio duas vezes por ano, porque a história sempre me emociona.

deixadenerdice linds

Minha história com A Menina que Roubava Livros (sim, eu tenho uma história com cada um dos meus livros :P) começa na Livraria Cultura. Estava passeando por lá (leia: querendo todos aqueles livros) e me deparei com ele, numa pilha de livros Best-Sellers. Vi a capa (a qual eu particularmente acho muito bonita), curti a forma como foi diagramada (apesar de que, naquela época, - Abril de 2007 - eu mal havia começado as aulas na faculdade, então meu único parâmetro eram simpatia mesmo) e achei o máximo a forma como os capítulos são divididos.

Como eu havia dito, a capa muito me interessou e eu pensei:

"Que livro lindo, não posso ir pra casa sem ele!" (Sim, sou dessas pessoas que compram livros pela capa. Mas eu sou quase-designer, então eu posso :P) Trouxe o livro pra casa, li e me apaixonei.

Sem mais delongas: A menina que roubava livros.

Markus Zusak foi muito esperto quando escreveu este romance. Ele é todo diferente de tudo que já li. A narradora é ..."exótica", a forma como ela conta a estória, como ela se sente em relação à Segunda Guerra Mundial, em relação aos humanos.

A estória do livro particularmente me interessa muito. Acho muito interessantes as estórias sobre judeus que viveram na época do holocausto. Então se você é mais um que admira a luta dessas pessoas pela sobrevivência e até hoje não entende como este genocídio possa ter sido aceito por tanta gente, você vai gostar deste livro. Ele conta a estória de Liesel Meminger, uma garotinha alemã que, aos nove anos, se vê deixada por sua mãe em Munique para ser adotada por uma família pobre e de bom coração, os Hubermann.

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Durante sua vida na Rua Himmel, Liesel passa de criança a adolescente, na época da Alemanha de Hitler, roubando livros, aprendendo a lê-los, guardando segredos, jogando futebol e fazendo um amigo quase que imaginário: Max Vandenburg, o judeu do porão.

Seria apenas mais um livro sobre judeus, se não fosse por alguns detalhes tão peculiares:

1. A família de Liesel era contra o nazismo. 2. A família de Liesel era tão contra o nazismo, que chegou a esconder um judeu magricela e apático em seu porão por meses. 3. A roubadora de livros não sabia ler quando roubou seu primeiro livro. 4. Ela se encontrou e escapou da morte por 3 vezes. 5. Por falar em morte, adivinha quem é a narradora desse livro! Pois é, dona Morte conta a trajetória de Liesel e de seus amigos e família durante sua estadia na Rua Himmel. Vocês já haviam lido algum livro narrado pela morte? Eu não.

Aí tu me perguntas: - Mas Aline, que graça poderia ter um livro narrado pela morte?

Aí eu te respondo: - Acredite se quiser, dá pra rir muito lendo A menina que roubava livros. No livro, a Morte tem seus momentos de ironia, de sarcasmo, de reflexão, de nojo da humanidade, de compaixão, de pena e, acredite se quiser: de beleza. E digo mais: a perspectiva da morte contando a estória de como uma menina enxergava sua vida nazista, como esta menina reagiu a esta vida cheia de perdas e injustiças é de uma sensibilidade fora do comum.

A forma como o livro foi subdividido é sensacional:

São 11 partes e, sempre que se inicia uma parte nova, ele apresenta os capítulos de cada parte. Eu acho isso muito inteligente, porque aguça a curiosidade do leitor em querer saber de que se trata cada capítulo. A narrativa é não-linear e nossa narradora além de mórbida nos dá alguns spoilers (por exemplo, divulgando mortes que seriam bem futuras e nos deixando chocados no meio do livro hahaha) e, ainda assim (ou talvez por isso mesmo), nós ficamos com uma vontade louca de saber como as coisas vão acontecer!

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Enfim, não gostaria de falar muito sobre os personagens para não perder a graça, só posso dizer que vale muito a pena ler/ter este livro, ele é envolvente, a estória é belíssima e muito bem escrita.

Um trechinho pra dar mais vontade:

"A pergunta é: qual será a cor de tudo nesse momento em que eu chegar para buscar você? Que dirá o céu? Pessoalmente, gosto do céu cor de chocolate. Chocolate escuro, bem escuro. As pessoas dizem que ele condiz comigo.

Mas procuro gostar de todas as cores que vejo — o espectro inteiro. Um bilhão de sabores, mais ou menos, nenhum deles exatamente igual, e um céu para chupar devagarinho. Tira a contundência da tensão. Ajuda-me a relaxar."

Alguns dados do livro:

Autor - Markus Zusak Título Original - The Book Thief Editora: Intrínseca Capa e Projeto gráfico - Mariana Newlands | www.interludio.net Diagramação - Laura Klemz Guerrero | www.oficinamiriade.com Ilustrações: Trudy White | www.trudywhite.com 500 páginas

Espero que leiam e se apaixonem, como eu fiz. (: Até a próxima!

Twitter da Aline: @toddybrinks

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