Crítica: O Princípe da Disney

Sou fã de Walt Disney. Não escondo isso de ninguém. Acho tudo que eles fazem muito legal, com raras exceções do tipo Alice... Trabalhos como Piratas do Caribe, por exemplo, ficaram para sempre na lista dos meus filmes favoritos. A preocupação que eles tem com os detalhes é algo assombroso.

O Príncipe da Pérsia – As areias do tempo (Prince of Pérsia – Sands of time, USA, 2010), filme muito legal do diretor Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo e O Amor nos Tempos de Cólera), adaptação do jogo homônimo da Ubisoft, é a prova do poder cinematográfico que os estúdios Disney tem. A produção é tão grandiosa e bonita que não dá tirar os olhos da tela um segundo se quer. Tudo foi cuidadosamente desenhado, desde os cabos das espadas dos soldados persas até a mais alta torre da cidade sagrada. Uma das melhores fotografias que o cinema já viu. É impressionante!

O figurino é um espetáculo a parte. Túnicas, turbantes, as selas dos cavalos, a coroa do rei persa... Nada foi esquecido.

Jake Gyllenhaal (Entre Irmãos e Soldado Anônimo), escolha, que no início, achei um tanto estúpida, para o papel do príncipe, está perfeito, tanto na interpretação como na caracterização de sua personagem. Ele é verdadeiramente o príncipe da pérsia. Gemma Arterton (007 - Quantum of Solace e Fúria de Titãs), extremamente linda, se saiu muito bem no papel da princesa Tamina. Ben Kingsley (Ilha do Medo e A.I. - Inteligência Artificial) apesar de ter uma participação muito importante no filme, não conseguiu mostrar todo o seu potencial. Que pena! Os efeitos especiais e as cenas de ação, com todas aquelas acrobacias e do tal príncipe, estão magníficos.

Bom, mas como nem tudo nessa vida são flores... O roteiro é assinado por Jeffrey Nachmanoff (O Dia depois de Amanhã) e nos conta a história de um artefato mágico, uma adaga, que tem o poder de fazer aquele que a usa voltar no tempo. A confusão começa quando o príncipe, vítima de uma grande conspiração, acaba se apossando da tal adaga e partir daí passa ser perseguido por seu próprio povo e por terríveis assassinos. Seria uma boa história se não tivesse carregar o “estigma” de adaptação. Walt Disney não conseguiu quebrar a maldição das adaptações de games (era a minha última esperança), deixa tudo diferente e os fãs da serie frustrados. Poucos pontos do original foram mantidos: o príncipe, a princesa (com um nome diferente) e a adaga. Os zumbis de areia, principais inimigos do príncipe no jogo, nem sequer foram citados e o vizir foi trocado por... Não vou estragar a surpresa. Um verdadeiro samba do crioulo doido!

Fico me perguntando porque eles fazem isso. É tão difícil assim não estragar tudo? Acho que a indústria cinematográfica acredita que pessoas que jogam vídeo games, não gostam de cinema. Nós gostamos sim e queremos um pouco mais de respeito. O Príncipe da Pérsia é um ótimo filme, mas Infelizmente também é um show descaracterizações, fator comum em filmes do gênero. Porém nem tudo está perdido, mais um Resident Evil está chegando por aí, o número quatro, e talvez as coisas sejam diferentes... Brincadeirinha!

Trailer do Filme:

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O Príncipe da Pérsia foi filmado no Marrocos e custou 200 milhões de dólares, em apenas dez dias de exibição arrecadou 215 milhões. Como se pode ver nem todo mundo está triste.

Esse filme vale 4 sabres de luz de recomendação.

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